Genealogia: os 9 erros que você deve e pode evitar!

Genealogia é o estudo da origem das famílias e pode ser um passatempo muito fascinante e viciante. Cada passo que você der ao pesquisar a história da sua família poderá levá-lo até novos ancestrais, histórias deliciosas e um sentido real do seu lugar na história. Se você é novo em pesquisa genealógica, no entanto, existem nove erros chaves que você vai querer evitar a fim de tornar sua busca uma experiência bem sucedida e agradável.

 

1º erro em genealogia: não se esqueça de seus parentes vivos

Pelo amor de Deus, Nunca esqueça de seus parentes vivos!

Se apenas… é um lamento que tantas vezes ouvimos das pessoas que lamentam ter adiado visitas à parentes idosos que já faleceram. Membros da família são a fonte mais importante dos genealogistas e muitas vezes a única fonte para as histórias que darão vida à nossa história familiar.

Visitar e falar com seus parentes deve estar no topo da lista de “afazeres” de todas as pessoas que querem reconstruir a própria história familiar. Se você não pode fazer uma visita agora, então, tente escrever para seu parente com uma lista de perguntas, envie um livro de memórias para preencherem com suas histórias ou chame um parente ou um amigo que mora perto para visitá-los e lhes fazer perguntas. No decorrer de sua pesquisa genealógica com parentes vivos, você descobrirá que a maioria das pessoas está ansiosa para gravar suas memórias gravadas para a posteridade. Se dado o incentivo apropriado. Por favor, não deixe que a árvore genealógica de sua família acabe em um dos ‘e se’…

 

2º erro em genealogia: não confie em tudo que vê

Só porque uma genealogia familiar ou uma transcrição de registros foi escrita ou publicada não significa necessariamente que seja correta. É importante para um historiador familiar não fazer suposições sobre a qualidade da pesquisa feita por outros. Todo mundo pode errar em seus próprios membros da família! Muitas histórias de família são suscetíveis de terem pelo menos um pequeno erro ou dois, se não mais. Livros que contêm transcrições (cemitério, censo, igreja, tribunal, etc) podem estar com informações vitais faltando, podem ter erros de transcrição ou podem até mesmo fazer suposições inválidas (por exemplo, afirmando que João seja o filho de Antonio, porque ele é o beneficiário do testamento, quando esta relação não foi explicitamente declarada).

Genealogia online: Se está na Internet, deve ser verdade!

A Internet é uma ferramenta de pesquisa de genealogia valiosa, mas dados de Internet, como outras fontes publicadas, devem ser abordados com ceticismo. Mesmo se você achar que a informação parece a combinação perfeita para a sua própria árvore genealógica, não tome nada como garantido. Mesmo registros digitalizados, que geralmente são bastante precisos, tem pelo menos uma geração removida do original. Não me entenda mal – há abundância de dados bons online. Estudando genealogia online, a dica é aprender a separar informações verdadeiras das falsas. Procure repassar cada detalhe por si mesmo e, em caso de dúvidas, procure um genealogista profissional e refaça seus passos na pesquisa.

 

3º erro em genealogia: somos familiares de alguém famoso…

Deve ser a natureza humana querer reivindicar a descendência de um famoso ancestral. Muitas pessoas tornam-se envolvidas em pesquisa de genealogia em primeiro lugar porque elas compartilham um sobrenome com alguém famoso e assumem que significa que de alguma forma estão relacionados com esse indivíduo de renome. Embora este fato possa ser verdade, é muito importante não tirar conclusões precipitadas e começar a sua pesquisa pelo lado errado da sua árvore genealógica! Como você iria pesquisar qualquer outro sobrenome, você precisa começar com você mesmo e trabalhar seu caminho de volta até o “famoso” ancestral. Você terá uma vantagem de que muitos trabalhos publicados podem já existir para o famoso indivíduo que você pensa que está relacionado, mas tenha em mente que qualquer pesquisa deve ser considerada uma fonte secundária. Para garantir uma boa genealogia familiar, você deve olhar documentos primários por si mesmo para verificar a exatidão das pesquisas e as conclusões do autor. Lembre-se de que a busca para provar sua descendência de alguém famoso pode ser mais divertida do que na verdade, provar a conexão!

 

4º erro em genealogia: vá além de buscar apenas nomes e datas

Genealogia é muito mais do que quantos nomes você pode inserir ou importar para o seu banco de dados. Antes de se preocupar sobre o quão atrás você rastreou sua família ou quantos nomes você tem em sua árvore genealógica, você deve conhecer seus ancestrais. Com o que eles se pareciam? Onde eles viviam? Que acontecimentos na história ajudaram a moldar suas vidas? Seus ancestrais tinham esperanças e sonhos assim como você tem, e enquanto eles podem não ter achado suas vidas interessantes, aposto que você vai.

Uma das melhores maneiras de começar a aprender mais sobre o lugar especial da sua família na história é entrevistar seus parentes vivos – discutido no erro #1. Você pode se surpreender com as fascinantes histórias que eles têm para contar quando for dada a oportunidade certa e um interessado par de orelhas.

 

5º erro em genealogia: cuidado com histórias e brasões familiares

Eles estão em revistas, em sua caixa de correio e pela Internet – anúncios que prometem “uma história familiar com o *seu sobrenome* no Brasil.” Infelizmente, muitas pessoas têm sido tentadas a comprar estes brasões produzidos em massa e livros de sobrenomes, consistindo principalmente na listas de sobrenomes, mas disfarçada de histórias de família. Não se deixe enganar acreditando que isso poderia ser a história da sua família. Esses tipos de histórias de família genéricas geralmente contêm:

Alguns parágrafos de informações gerais sobre a origem do sobrenome (geralmente uma das várias possíveis origens e bem provável de não ter nada a ver com a sua família);

Brasões de armas (que foi concedido a um indivíduo específico, não é um sobrenome específico e, portanto, com toda a probabilidade, não pertencem ao seu sobrenome específico ou à sua família);

Uma lista de pessoas com seu sobrenome (geralmente retirado de livros de telefone que estão amplamente disponíveis na Internet).

Enquanto nós estamos falando sobre o tema, os brasões de família e brasões de armas que você vê no shopping são também um tipo de fraude. Geralmente não há nada como um brasão

de armas para um sobrenome – apesar das declarações e as implicações de algumas empresas sobre o contrário. Brasões de armas são concedidos aos indivíduos, não às famílias ou sobrenomes. Tudo bem comprar tais brasões de armas por diversão ou exibição, desde que você entenda o que você está recebendo pelo seu dinheiro.

 

6º erro em genealogia: não aceite lendas familiares como fatos

A maioria das famílias têm histórias e tradições que são passadas de geração a geração. Estas lendas familiares podem fornecer muitas pistas para continuar a sua pesquisa genealógica, mas precisa abordá-las com uma mente aberta. Só porque sua avó Ana diz que aconteceu assim, não foi assim! Histórias sobre antepassados famosos, heróis de guerra, mudanças de sobrenome e nacionalidade da família, todas provavelmente têm suas raízes na verdade. Seu trabalho é resolver estes fatos de ficção que provavelmente cresceram como enfeites e foram adicionados às histórias ao longo do tempo. Ouça a abordagem sobre lendas e tradições da família com uma mente aberta, mas certifique-se de investigar cuidadosamente os fatos por si mesmo. Se você é incapaz de provar ou refutar uma lenda familiar, você ainda pode incluí-la em uma história familiar. Para fazer uma genealógica mais completa, certifique-se de explicar o que é verdadeiro e o que é falso e o que é provado e o que não tem comprovação – e anote como você chegou às suas conclusões.

 

7º erro em genealogia: não se limite a apenas uma ortografia

Se você ficar com um único nome ou ortografia quando for à procura de um antepassado, você poderá provavelmente perder um monte de coisas boas. Antes de iniciar sua genealogia familiar, lembre-se de que seu ancestral pode ter tido vários nomes diferentes durante sua vida, e também é provável que você o encontrará listado sob diferentes grafias também. Sempre procure por variações do nome do seu ancestral – o máximo que você puder pensar, melhor. Você descobrirá que os primeiros nomes e sobrenomes são comumente grafados em registros oficiais. As pessoas não eram tão bem educadas no passado, como elas são hoje, e às vezes um nome em um documento foi escrito como soou (foneticamente), ou talvez simplesmente foi escrito errado por acidente. Em outros casos, um indivíduo pode ter mudado a ortografia do seu sobrenome mais formalmente para se adaptar a uma nova cultura, para parecer mais elegante, ou para ser mais fácil de lembrar. Pesquisar as origens de seu sobrenome, pode dar uma pista na ortografia comum. Estudos de distribuição do sobrenome podem também ser úteis ao pesquisar a versão mais frequentemente usada do seu sobrenome. Pesquisáveis bases de dados de genealogia computadorizada são uma outra boa maneira para pesquisa, já que elas oferecem muitas vezes um “Pesquisar variações” ou a opção de busca de soundex. Certifique-se de tentar todas as variações do nome alternativo-incluindo nomes do meio, apelidos, nomes de casadas e nomes de solteira.

 

8º erro em genealogia: não negligencie documentar suas fontes

A menos que você realmente goste de ter que fazer sua pesquisa genealógica mais de uma vez, é importante manter o controle de onde você encontrou todas as informações. Documente e cite as fontes de genealogia, incluindo o nome da fonte, sua localização e a data. Também é útil fazer uma cópia do documento original ou registro ou, alternativamente, um resumo ou transcrição. Agora você pode pensar que você não precisa voltar para essa fonte, mas isso provavelmente não é verdade. Tantas vezes, genealogistas acham que eles esqueceram algo importante na primeira vez que eles olharam um documento e precisaram voltar a ele.

Escreva a fonte para cada bit de informação que recolher, quer se trate de um membro da família, site, livro, fotografia ou lápide. Seria certo incluir a localização da fonte, para que você ou outros historiadores familiares possam referenciá-la novamente se necessário. Documentar a sua pesquisa é como deixar um rasto de migalhas de pão para os outros seguirem – permitindo-lhes julgar as conexões de sua árvore genealógica e as conclusões por si mesmos. Isso também torna mais fácil para você se lembrar do que você já fez, ou voltar para uma fonte quando você encontrar novas provas que parecem entrar em conflito com suas conclusões. Confira 4 ferramentas online para montar sua árvore genealógica.

 

9º erro em genealogia: não pule direto ao país de origem

Muitas pessoas, especialmente os brasileiros, estão ansiosos para estabelecer identidade cultural – o rastreamento de sua árvore genealógica para a Itália. Em geral, no entanto, é geralmente impossível de ir direto para a pesquisa de genealogia em um país estrangeiro sem uma forte base de pesquisa preliminar. Você precisará saber quem é seu ancestral imigrante, quando ele decidiu se mudar e o lugar de onde ele originalmente veio. Saiba que o país não é suficiente – você geralmente tem que identificar a cidade ou vila ou origem no velho continente para localizar registros do seu antepassado com êxito.

Gostou das dicas sobre genealogia?

Então me ajude a compartilhar esse artigo para quem possa precisar 🙂

Artigo traduzido do site americano Rhoughtco
Artigo original: www.thoughtco.com (link em inglês)